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Um caminho para a liberdade | Resenha

  • Writer: Michelle Leonhardt
    Michelle Leonhardt
  • Jun 16, 2023
  • 3 min read

Olá leitores, tudo bem? Hoje trago a resenha de um livro bem marcante.


Título: Um caminho para a liberdade

Autor: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Ano: 2019(Brasil)

Páginas: 368

Título Original: The Giver of the Stars

Minha avaliação: ⭐⭐⭐⭐


Sinopse: Em uma época em que não seguir os costumes e a religião era transgressão gravíssima, o caminho de um grupo de mulheres se cruza de maneira inesperada. A década de 1930 está chegando ao fim, e, em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos, a ideia de que as moças administrem uma biblioteca itinerante desafia o status quo.

Com o compromisso de levar livros para os moradores mais pobres da região, Margery, Alice, Beth, Sophia e Izzy aceitam trabalhar na biblioteca. E à medida que enfrentam inúmeras dificuldades, como aprender a cavalgar, percorrer rotas de difícil acesso e suportar o preconceito dos mais conservadores, elas fortalecem o laço que as une e descobrem mais sobre si mesmas.

Em pouco tempo, toda a cidade se volta contra o grupo, colocando em risco a sobrevivência do projeto. E as mulheres vão se perguntar mais uma vez se o poder das palavras será suficiente para salvá-las.

Inspirado em uma história real, Um Caminho Para a Liberdade fala de lealdade, independência e justiça. Com uma trama envolvente e emocionante, Jojo Moyes faz o leitor refletir sobre as redes de apoio e amizade entre mulheres e como é preciso ir além dos nossos — supostos — limites. Afinal, conquistar a liberdade nunca é fácil.


Aqui temos a história de Alice, uma jovem considerada questionadora e difícil para os costumes britânicos da época (e que sofre um “gelo” da sociedade e dos pais por isso) encontra no jovem Bennett Van Cleeve (visitante dos Estados Unidos) uma oportunidade de sair da casa dos pais e se livrar de seu forçado período de reflexão. Bennett, jovem americano bem apessoado e com certo dinheiro se casa com ela e ambos vão morar nos Estados Unidos, especificamente em Kentucky. Nos Estados Unidos, Alice (que imaginava uma vida glamourosa em N. York) percebe que o Kentucky não tem muito a oferecer.


Em uma reunião da igreja, Alice fica sabendo do projeto da biblioteca itinerante e conhece Margery (a outra grande protagonista dessa história). Ela decide participar do projeto e passa a entregar livros para famílias que moram em locais isolados, montada a cavalo/burro, passando por caminhos difíceis.


“Não há nada mais perigoso que uma mulher armada de conhecimento. Mesmo que ela tenha apenas doze anos.” (pg. 125)

A partir daí ela constrói com as outras participantes do projeto um laço de amizade. Elas acabam passando por muitas coisas juntas. Precisam enfrentar preconceitos de uma sociedade isolada e conservadora, enfrentar o “mandante” da cidade (o sogro de Alice) que é contra o projeto. Muitas coisas acontecem no decorrer da história, coisas que eu nem esperava. Enfim, sem dar spoiler eu preciso parar por aqui, mas certeza que encontramos nessa história: sororidade, dificuldade, descoberta de propósito, preconceitos, romance e até um mistério de leve!!!


“Nós, mulheres, enfrentamos desafios surpreendentes quando escolhemos sair do que são considerados os nossos limites habituais.” (pg. 361)

Confesso que eu peguei esse livro pra ler com receio pois minhas experiências anteriores com a autora não foram as melhores. O primeiro que li dela foi em 2019 que foi “O som do amor”. Em 2022 li “A loja dos sonhos”.


“O som do amor” eu achei bem ok, nada de muito especial, mas a narrativa até é fluída, corre em uma linha temporal bem definida, relativamente fácil de se conectar com o enredo. A história não tem nada de muito especial em termos de desenvolvimento, não me segurou tanto, mas foi uma experiência 3 estrelas.


“A loja dos sonhos” eu quase abandonei, juro. Para mim o começo dele foi arrastado, confuso, enrolado. Tive sono. Linhas temporais misturadas entre diferentes núcleos, muitos núcleos. Depois que me adaptei aos núcleos e linhas temporais (só lá por 45% do livro), ainda achei a história parada até uns 60%. Desse ponto em diante lembro que o livro melhorava muito e eu até gostei da segunda parte, mas a primeira parte arruinou a experiência pra mim. Dei 2 estrelas.


Opinião: para quem, como eu, adora esse tipo de livro, é ótimo! A temática que conduz a história (biblioteca itinerante) é pouco explorada no universo da literatura. Sim, temos muitas histórias de amor aos livros por aí, mas, com esse pano de fundo, nunca vi (embora eu tenha pesquisado e existem outras sim). Um ponto negativo foi a rápida resolução de conflitos no final.


Alguém já leu? O que achou?



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