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Resenha | As heroínas (Kristin Hannah)

  • 8 hours ago
  • 5 min read

Olá!


Hoje passando para falar sobre um livro de uma autora que eu gosto demais. Sabe quem? Ela mesma, a Kristin Hannah!


Recentemente li "As heroínas" que foi um dos últimos lançamentos dela e que eu tive a sorte de conseguir em uma troca pelo antigo sistema de trocas do skoob. Aliás, eu sigo muito muito triste que não temos mais esse sistema pois consegui livros maravilhosos por ele! Confesso que nem era o livro que eu tinha intenção de ler na sequência, mas... acabei pegando para ler porque foi o escolhido para a leitura no grupo de amigas que eu participo.


E, novamente, Kristin me surpreendeu demais. Esse livro conta a história de uma jovem chamada Frances (Frankie), recém formada enfermeira, de família financeiramente bem estabelecida da região da California (Coronado Island) que parte em uma jornada que vai transformar e impactar toda a sua vida.



Um pouquinho mais do enredo...


Criada por pais superconservadores e tendo sido a menina "certinha" por toda sua vida, Frankie observa que seus pais respeitam e adoram a tradição militar dos homens da família: quase todos veteranos de guerra. Um dia, em 1966, na festa de despedida do seu irmão Finley (que está prestes a partir para a guerra do Vietnã), Frankie escuta de um homem a seguinte frase: "Mulheres também podem ser heroínas".


Muito impactada por essa frase e pelo legado da família (que é tão admirado por todos), Frankie decide se alistar como voluntária na guerra e acaba indo ao Vietnã para servir como enfermeira.


A primeira parte do livro acaba focando em Frankie e nela no meio do caos da guerra. Passamos a acompanhar Frankie lidando com cenários de caos e destruição enquanto ela serve como enfermeira. Nesse trecho Frankie se desenvolve como pessoa, passa a questionar coisas de seu passado, faz amigas e vive o dia a dia em uma realidade que a maioria de nós nem é capaz de imaginar.


O legal é que toda essa fase e esse desenvolvimento pessoal é marcado por detalhes sutis no decorrer da história. Ao mesmo tempo que vemos uma Frankie amadurecendo "na marra", percebemos um desejo de se adaptar também a uma vida que a espera em casa. Isso no livro é muito bem mostrado pelas cartas que ela troca com os pais e pelos seus pensamentos a atitudes na questão de seus relacionamentos. Porém, em um determinado momento, Frankie acaba por perceber que aquela vida antiga nunca mais será a mesma.


A segunda parte do livro mostra Frankie retornando da guerra e tendo que lidar justamente com aquela vida antiga que foi tão difícil abandonar. Ela volta da guerra animada, pensando sobre o futuro, sobre como agora poderá exercer a enfermagem e seguir uma vida feliz e cheia de planos como ela imaginou. Afinal, nada pode ser igual ao que ela passou na guerra. Ou será que pode?


Pausa aqui para pegar lencinhos porque a segunda parte chega com tudo...


Na volta da guerra, Frankie chega em uma "casa" (aqui leia-se mundo e sociedade) que já não fecha com tudo que Frankie hoje leva como valores. Além de enfrentar a própria negação de sua família em reconhecê-la por tudo que ela viveu, ela também enfrentará a sociedade, que simplesmente não reconhece as mulheres voluntárias de guerra como veteranas.


Vou parar o resumo aqui para não entregar spoilers, mas... posso garantir que essa segunda parte é muito cheia de acontecimentos e reviravoltas, apesar de quebrar bastante o clima da primeira parte e parecer um pouco enfadonha justamente por isso. Frankie basicamente precisará traçar toda uma nova jornada igualmente devastadora para que possa encontrar seu lugar e sua voz no mundo.


Minhas impressões e pensamentos:


Bom, que eu amo as histórias contadas pela Kristin não é nenhuma novidade. O que me pega muito positivamente em seus livros é que ela tem uma escrita que quase nos coloca no meio dos acontecimentos. É sempre uma escrita muito potente, muito imersiva.


Essa história trouxe temas bem interessantes como a sororidade, a invisibilidade feminina, o trauma, entre outros tópicos que eu achei muito legais. Além disso, gostei muito da ambientação e do contexto ser sobre uma guerra que a literatura de ficção não explora tanto.


Apesar de Frankie ser uma personagem que inicialmente não tinha nenhum grande fator de identificação comigo, consegui logo me afeiçoar a ela. Ela é uma personagem que faz com que a gente se envolva (pelo menos eu me envolvi). O mais interessante da minha experiência de leitura foi que eu discordei de muitas escolhas e atitudes dela mas entendi que se trata da vida real e que todos nós somos humanos e sujeitos a falhas.


Inclusive, de todos os livros que eu já li da Kristin, esse foi um dos que eu considerei mais realista em termos de desfecho pois a personagem não segue o curso que a maioria dos leitores imagina para ela. Enquanto leitores, é bem fácil julgarmos um ou outro personagem por escolhas não tão inteligentes que eles fazem. Todavia, precisamos lembrar que nós leitores conhecemos detalhes que os personagens nem sempre conhecem.


Outro ponto super positivo desse livro é toda a pesquisa histórica feita pela autora. Adoro livros desse gênero justamente porque os autores geralmente fazem pesquisas históricas e acabamos aprendendo uma ou outra coisa no meio de uma atividade de entretenimento. Adoro!



Finalizando...


Eu gostei. Eu me envolvi bastante, me senti quase junto com a Frankie na primeira parte. Fui iludida por um personagem, torci, me emocionei, me diverti (sim, apesar de todo o contexto, teve um trecho que eu achei divertidíssimo!). Minha avaliação final é de 4,5 . Eu confesso que a segunda parte foi mais enfadonha e eu estava para avaliar com 4 estrelas, mas a mensagem do último capítulo voltou a erguer a minha nota!


Apesar de ter gostado muito, não é a obra da autora que eu mais gosto. Dessa autora eu já li, nessa ordem:

  • Jardim de inverno

  • A grande solidão

  • O rouxinol

  • Tempo de Regresso


Meu livro preferido dela ainda é "A grande solidão" que acho que vai ser muito difícil de perder seu posto.


Eu indico essa leitura para quem gosta de dramas profundos e com temas mais pesados. É um livro que relata descritivamente a guerra e outros temas como depressão, ou seja, há cenas fortes e muito marcantes. Não há cenas hot.




Ficha da obra:


capa do livro "Um passo de sorte" da autora Jojo Moyes

Título:  As heroínas

Autor:  Kristin Hannah

Editora: Arqueiro

Ano: 2024

Páginas:  572

Minha avaliação: (4,5/5)



Sinopse: Mulheres também podem ser heroínas. Quando a jovem estudante de enfermagem Frances McGrath ouve essas palavras, sua vida ganha uma nova perspectiva. Criada na idílica Coronado Island e superprotegida pelos pais conservadores, ela sempre se orgulhou de fazer a coisa certa e de ser uma boa garota. Mas o ano é 1966 e o mundo está mudando. De repente, Frankie começa a imaginar um futuro diferente para si mesma.

Quando seu irmão vai servir no Vietnã, ela age por impulso e resolve se juntar ao Corpo de Enfermagem do Exército. Tão inexperiente quanto os soldados, Frankie logo se sente sobrecarregada pelo caos e pela destruição, mas consegue encontrar apoio em outras enfermeiras.

Ao voltar para casa, ela precisará enfrentar novos traumas diante de um país dividido politicamente que não dá o devido valor aos serviços prestados no Vietnã.

Apesar de se concentrar na vida de uma única mulher que foi para a guerra, As heroínas honra as histórias de todas que se colocaram em perigo para ajudar os outros, cujo sacrifício e comprometimento foram esquecidos por seu próprio país.



Gostou desse post? Já leu algo da autora? Me conta nos comentários!


Até a próxima.

n.48

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