top of page
  • Black Instagram Icon

Resenha | Verity (Collen Hoover)

  • Writer: Michelle Leonhardt
    Michelle Leonhardt
  • 13 hours ago
  • 6 min read

Enfim chegou o dia que apareço por aqui para falar sobre o tão falado "Verity" da Colleen Hoover, autora que é super conhecida e que terá esse livro adaptado para as telonas no final desse ano de 2026. Antes de dar a ficha da obra e falar das minhas impressões, preciso dizer eu ganhei esse livro de presente de Natal (aqui eu falo mais sobre meus últimos presentes literários) e fiquei na dúvida se eu iria ler ou não, já que eu sabia de antemão que era uma história meio chocante, assim, meio escrita para chocar. No fim eu decidi ler e li muito rápido, em dois dias.


Sem mais delongas, a ficha da obra:



capa do livro "Um passo de sorte" da autora Jojo Moyes

Título: Verity

Autor:  Colleen Hoover

Editora: Galera

Ano: 2024

Páginas:  360

Minha avaliação: ⭐⭐⭐ (3/5)



Sinopse:  Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história... E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.


Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity - e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente - incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal.


Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?



Impressões:


Diferente de posts anteriores, eu não vou fazer um resumo do enredo separadamente, vou apenas escrever sobre as minhas opiniões, destacando as coisas que eu achei de positivas e negativas.


A premissa dessa história é muito interessante: fala sobre uma escritora muito famosa (Verity) que, após um acidente, não conseguirá finalizar a sua série de sucesso. E é aí que entra Lowen, que será contratada para assumir a tarefa de terminar os livros, atuando como co-autora. Para poder executar a tarefa, ela vai passar um tempo na casa da Verity, para entender sobre o processo de escrita e pegar detalhes sobre o que Verity planejava para os próximos livros. Acontece que, na casa, ela irá conviver com o marido e o filho de Verity, enquanto Verity está acamada dentro de casa, sem poder ter uma vida funcional.


Só com essa premissa e sabendo ser um suspense psicológico, uma pergunta principal já apontou minha cabeça: Qual o papel de Lowen nessa coisa toda? Desmascarar um marido culpado, talvez? Roubar os livros de Verity? Descobrir algo sobre a família?


Bem, comecei a ler e, meus amigos... a coisa já começa chocante: a primeira cena desse livro já é de cair o queixo, creio que para fisgar o leitor de cara. Na primeira página a autora já te prende, de verdade, ela coloca Lowen em uma situação tão "não acredito que é isso mesmo que eu tô lendo" que você simplesmente quer saber porque aquilo foi colocado ali. Se eu estava em dúvida sobre ler o livro, essa dúvida terminou bem aí. Inclusive achei a escrita bem parecida com a da Freida nesse sentido. Uma cena inicial chocante para prender a atenção e tirar a alma do corpo.


No meio dessa cena chocante se desenrola toda a parte inicial da história: conhecemos Lowen e Jeremy (o marido da Verity), pois (um pequeníssimo apoiler aqui) ela está indo em uma reunião na editora quando o seu destino se cruza com o de Jeremy, bizarramente. Nessa reunião, ela fica sabendo sobre o rolê de terminar os livros de Verity, as condições do contrato, essa coisa toda. Como a própria premissa já nos entrega, Lowen está semi falida, prestes a ser despejada, então nada mais óbvio que ela aceite o cargo. Sem conhecer nada sobre Verity, diga-se de passagem.


E é aí que, unindo o útil ao agradável, ela usa a passagem pela casa de Verity (que seria apenas uma breve estada para pesquisa) para ter um lugar para viver até que consiga um outro local para morar. No começo ela apenas observa a dinâmica daquela família e começa a pesquisar sobre os livros de Verity. Ela vai conhecendo mais sobre Jeremy, sobre a real condição em que se encontra Verity, sobre o filho do casal Crew, sobre a rotina de um modo geral.


Até que ela encontra um manuscrito de Verity que funciona como uma espécie de diário, onde Verity conta coisas a respeito de sua vida desde o dia que conheceu Jeremy até o momento antes do acidente. Através desse manuscrito, Lowen vai descobrir detalhes íntimos de Verity, de seu casamento, da morte das suas filhas, enfim, seus pensamentos mais particulares.


Agora, amigos leitores, imaginem que o manuscrito é uma coisa realmente maluca e bizarra. Eu não quero entregar spoilers mas eu ficava absolutamente chocada a cada capítulo que Lowen lia do manuscrito. Colleen consegue fazer a gente sentir tudo muito profundamente, juro! O manuscrito faz a gente entrar na mente de Verity e sentir uma angústia gigante, é tudo muito louco o que está escrito ali.


Ao mesmo tempo em que Lowen vai avançando na leitura do manuscrito, ela acaba por ir se apaixonando por Jeremy. Só que nessa casa nem tudo é o que parece e essa paixão trará a tona uma série de acontecimentos igualmente bizarros e chocantes até o desfecho da história.


Eu já falei que a escrita toda é feita para chocar. O clima de tensão se mantém constantemente ao longo da narrativa e eu cheguei a sentir medo em algumas cenas.


Um ponto muito positivo nesse livro é a construção dos personagens. Ninguém é 100% confiável, o que deixa toda a dinâmica mais avassaladora, já que a gente desconfia de tudo e de todos (até da criança!).


Em contraponto, muitas coisas me deixaram bem desapontada: a principal delas é que é um livro cheio, lotado de cenas picantes, que não agregam quase nada para o avanço da história em si. E quando eu falo em lotado, é realmente muito mesmo. Eu não gosto de narrativas com essa característica então eu me irritei muitas e muitas vezes, na mesma medida em que eu queria saber o que iria acontecer. Chegou um determinado momento em que eu deliberadamente estava pulando todas essas cenas.


Sobre personagens: odiei todos. Não teve um personagem que eu posso dizer que gostei. Lowen, principalmente, me pareceu muito sonsa diversas vezes. Até agora eu não sei dizer se ela foi realmente sonsa ou se ela estava se fazendo de sonsa para passar bem, sabe? O que quero dizer é que ela é uma personagem que vai descobrindo coisas muito perturbadoras sobre absolutamente todas as pessoas daquela casa mas finge que não vê e, assim, opta por permanecer lá, a mercê de todas as loucuras da família.


O desfecho da história também me desagradou um tanto: é aquele final aberto, sabe? Onde fica a cargo do leitor escolher sob que prisma ele quer entender a história. Explico: além do manuscrito, Lowen encontra uma carta deixada por Verity onde há toda uma explicação sobre os acontecimentos detalhados no manuscrito. A partir desse ponto o leitor é confrontado com duas verdades e precisa decidir em qual versão acredita com os dados que juntou até ali: no manuscrito ou na carta?


E depois da carta, Colleen não para por aí não. No capítulo extra ela joga várias informações no nosso colo que nos deixa ainda mais chocados. O capítulo extra é muito bom para formar sua opinião sobre a obra e o desfecho e eu acho que é essencial lê-lo. Porém, não se enganem: mesmo o capítulo extra não entrega um final redondo, ele apenas serve para deixar todo mundo mais confuso ainda. Mas ele é igualmente avassalador...


Apesar de eu ter gostado do plot, eu senti necessidade de um fechamento que não veio e isso me deixou um pouco chateada. No decorrer da leitura eu criei toda uma teoria igualmente bizarra sobre o manuscrito e até hoje eu ainda acho que nem o manuscrito e nem a carta explicam o que realmente é verdade e como as coisas realmente aconteceram.


Em resumo: eu achei Verity um livro bom e ruim ao mesmo tempo (li ele em 2 dias!). Ele é excelente para te prender, pelo plot, pela contrução da tensão e da curiosidade. Mas, para mim, não vingou tanto pelo exagero, pela escrita de cenas de teor adulto sem muito sentido para a história e pela finalização aberta.



Vale a pena ler?


Ahhhhh, o que dizer?


Leia se: você gosta de uma história com tensão constante, de reviravoltas loucas e de personagens nada confiáveis... se não se importa com excesso de cenas picantes altamente descritivas, se aguenta uma personagem meio sonsa não percebendo claros sinais de que deve sair de uma situação perigosa.


Não leia se: você se incomoda com hot (porque tem muito, com certeza um 18+), se não gosta de finais mais abertos, se não gosta de acontecimentos chocantes e violentos.


Se você já leu o livro me conta: é time carta ou manuscrito? O que achou, concorda comigo nas minhas opiniões ou percebeu o livro de forma diferente? Pretende ver o filme?



Até a próxima.

n.47

Comments


FAÇA PARTE DA NOSSA LISTA DE EMAILS

© 2035 by Lovely Little Things. Powered and secured by Wix

  • Instagram
bottom of page