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Resenha | A transformação de Célia Fairchild

  • Mar 9
  • 4 min read

Bom dia gente!


Passando por esse espaço para trazer alguns comentários sobre um livro que li recentemente junto com minhas amigas do clube: "A transformação de Célia Fairchild" de Marie Bostwick. Já vou adiantar que não foi um livro que eu amei. Então, se você quiser continuar a ler esse post é por sua conta e risco.


Ficha da obra:


capa do livro "Um passo de sorte" da autora Jojo Moyes

Título: A tranformação de Célia Fairchild

Autor:  Marie Bostwick

Editora: Harlequin

Ano: 2024

Páginas:  427

Minha avaliação: ⭐⭐⭐ (3/5)



Sinopse:  "Cara Calpurnia" é uma conhecida coluna que mobiliza pessoas do país inteiro com conselhos e palavras sensíveis, dando um norte para todos aqueles que precisam de orientação e acolhimento. Calpurnia também é o nome da tia distante de Celia Fairchild, a escritora que se esconde por trás da persona de colunista de sucesso e que tem uma solução para os problemas de qualquer um… menos os próprios.


Ainda ferida pelo fim do casamento que seria sua última chance de ter uma família, Celia recebe a inesperada oportunidade de adotar um bebê e precisa provar que seria uma ótima mãe — com uma casa e renda apropriadas —, só para perder o emprego na semana seguinte. Para não ter que abrir mão desse sonho, sua única opção é vender a casa da família em Charleston, uma herança da tia que faleceu recentemente.


Mas, ao chegar na cidade, Celia descobre que a tia era acumuladora, a casa está um desastre e, se quiser vendê-la, uma restauração é essencial. Com a ajuda dos novos vizinhos, velhos amigos e uma irmandade improvável, Celia vai confrontar o que achava que sabia sobre a família que deixou para trás… e a que quer construir no futuro.



Um pouquinho mais do enredo...


Essa história acompanha a personagem Célia, uma mulher que se vê repentinamente sem marido e sem emprego, ou seja, aquela personagem que está perdida. O grande problema? Ela quer muito vivenciar a maternidade e vai precisar correr atrás de provar que pode seguir esse sonho sozinha.


Como estamos aqui falando de ficção, claro que algo iria acontecer, né? Célia recebe a notícia de que sua tia faleceu e deixou para ela uma casa de herança. Só que nem tudo são flores... Célia vai ver a casa e descobre que vendê-la não será uma tarefa fácil. A tia era uma acumuladora e muito trabalho precisa ser feito na casa até que possa ser vendida.


Com a ajuda do pessoal local, Célia começa a limpeza e a reforma da casa. Assim, enquanto a casa se transforma totalmente, Célia também vai vivendo uma transformação pessoal...



Minhas impressões e pensamentos:


Bom, acho que vou estruturar essa postagem em forma de pontos positivos e negativos para fazer mais sentido já que posso adiantar que não foi um livro que eu amei. Eu gostei da experiência, mas não tenho muito como desenvolver demais meus argumentos pois não foi aquela experência que me prendeu.


Pontos positivos:


  1. Ambientação: a ambientação desse livro é bem legal, a maior parte da história vai se passar em uma cidade do sul dos Estados Unidos. Nesse ponto a escrita ajudou muito pois realmente você se sente imerso naquele local. A autora comenta sobre os costumes, sobre comida, sobre estilo de vida, sobre arquitetura, enfim... é uma imersão bem interessante. Apesar de não ter amado o livro, eu gostei muito dessa parte toda.

  2. Comunidade: o senso de comunidade dessa história é grande e muito real. Cada personagem faz diferença do seu próprio jeito, mesmo com seus defeitos. Eu diria que a comunidade é que me pareceu tomar o protagonismo nessa história e não Célia em si.

  3. Escrita: a escrita é bastante fluída, com pegadas cômicas. ele é um livro fácil de ler e até gostoso desse ponto de vista.




Pontos negativos:


  1. Coerência: eu vou tentar ao máximo não dar spoilers aqui, mas... um pouco eu vou precisar falar: esse é um livro que vende a premissa da transformação da personagem principal, aquela coisa meio jornada do herói. Porém, senti que a personagem principal não foi muito ativa para que essa transformação acontecesse, sabe? É difícil falar sobre isso sem entregar muito. Enfim... achei a personagem muito passiva (eu pensei na clássica jornada do herói) e muito reativa. Pode ter sido apenas um erro meu de interpretação do conjunto premissa, capa, opiniões alheias... na minha única e exclusiva opinião: se um ponto positivo foi a comunidade, um ponto negativo foi a falta de energia da protagonista para lidar com as coisas frente a uma motivação absurdamente genuína. Por vezes eu quis entrar na história e pegar na mão dela, dar um chacoalhão e dizer: faz alguma coisa sem a validação de ninguém, caramba!!!!

  2. Temas superficiais: o livro aborda temas bem interessantes, como, por exemplo, adoção. Entretanto... a abordagem me pareceu um pouco superficial em diversos momentos. Não sei se foi a ideia da autora apenas abordar esses temas "en passant", mas senti falta do desenvolvimento de alguns arcos narrativos.




Vale a pena ler?


Olha... eu achei que, apesar de não ter amado, foi um livro que valeu a pena como entretenimento puramente dito. Não tive vontade de abandonar mas acho que criei muitas expectativas e me frustrei. Eu gosto de livros mais sofrenildos, daqueles com muitos acontecimentos, dramas, fundos históricos... quando este livro ganhou na votação de leitura eu me animei porque gostei de alguns elementos (a reforma da casa, a cidade onde se passa, a heroína se reconstruindo...). Eu sabia que seria um livro mais parado, mas não achei que algumas coisas me incomodariam tanto.


Eu esperava uma transformação pessoal mais ativa, afinal, a protagonista tinha uma motivação muito forte e poderosa. Eu esperei uma personagem que carregasse a história e não que fosse conduzida por ela, sabe?


Apesar das minhas impressões e ressalvas, é um livro com uma boa nota e com muitas avaliações positivas. Só não é um livro para o meu perfil leitor.


Então o que posso recomendar é:


Leia se: você gosta de histórias mais paradas, levinhas, apenas por diversão. Se você gosta de um enredo ambientado no interior onde se sobressaem costumes e interação entre personagens.


Não leia se: você é como eu e precisa de mais movimento, de mais drama, de mais oscilação de emoções. Nesse caso, não recomendo!



Até a próxima.

n.50

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